segunda-feira, setembro 26

Alyson quer ser grande

E ai Sociedade?


Esse é o meu primeiro texto autoral, então peguem leve!

Alyson quer ser grande

Nós nascemos na segunda metade dos anos 80 durante os anos 90 ou nos primeiros anos de 2000. Nós não lembramos como a vida era sem internet, celular ou Paxil. Fizemos a proeza que nunca imaginamos na quinta série, largamos o presente do verbo “to be”, o substituímos em todas as oportunidades pelo seu futuro "will".

Nós somos a geração que está construindo o mundo.
Somos mães aos quinze, viajamos aos vinte e nos divorciamos antes dos trinta. Nós somos a geração que está destruindo as relações ao redor do mundo.

Conflito de agenda e grupos de WhatsApp têm resumido nossas amizades.
A gente nem lembra como é passar horas sorrindo sem a internet. Quando encontramos nossos amigos, os comentários engraçados se originam em alguma página do Facebook, os comentários de beleza vem de algum Instagram e nosso conhecimento cientifico é facilmente encontrado em blog com a logo do Shazam.

Não é difícil escutar alguém dizendo que usa fones de ouvidos mesmo sem música ou que está lendo no celular quando nem queria ler, o que é difícil e entender como nós chegamos ao ponto de usar fones para não cumprimentar desconhecidos e fingir que lemos para evitar o contato visual.

Nós somos a geração que não se apaixona. Em média metade de nós, não tem tempo pro amor, e outra metade não tem tempo pro sofrer, seja qual for a desculpa, a regra é  clara: Não se envolver.

Pra ser mais exata, o manual é curto e grosso:

1 - Não crie vínculos!
2 - Não conte seus sonhos!
3 - Não façam planos!



Qualquer um deles pode ser perigoso, afinal, beijar uma pessoa quando você sabe as séries que ela assiste as bandas que ela ama ou os filmes que ela ovaciona é o maior risco atual.
Já imaginou querer mandar uma mensagem pra ela no meio da manhã com algum meme engraçado daquela série? Acho que não, Deus nos livre de mostrar interesse, somos todos desprendidos.
Quando vocês estiverem bêbados, seja de cachaça ou apenas embriagados pelo brilho do luar e a sensação de liberdade chegar, fuja! Já imaginou se você por algum acaso conta pra ela que seu sonho é ser pai? Imagina só, o que não pensariam de você se você contasse para ele que seu maior sonho é ser mochileira? Imagina o desequilíbrio no cosmos ou a tremedeira que daria na mão de Deus se você achasse engraçado ser uma mãe mochileira e ele achasse bonitinho criar o filho ao redor do mundo... Consegue perceber e que contar seus sonhos só pode destruir o seu futuro?

Ah... What about fazer planos? Claro que você não vai ficar fazendo planos com um completo desconhecido, afinal, passar algumas horas com um cara legal não quer dizer que isso poderia se repetir não é mesmo? Qual é a necessidade? Tantos caras legais por aí e você querendo ver o mesmo cara legal, já pensou no trabalho que ia dar conciliar as agendas? E encontrar os amigos dele por aí? Menina imagina só se suas amigas te vêm com ele,  como você vai explicar que saiu com o mesmo cara duas vezes?
Obviamente elas vão saber que vocês fizeram planos, mas, planos não são pra gente,  nós nascemos para a vida livre e desregrada. Qual é o tipo de pessoa que sai com alguém e já quer marcar para sair de novo antes do primeiro e outro acabar? Eita, espera aí, eu disse primeiro encontro? Que coisa primeira metade dos anos 80! O que a gente faria mesmo seria “marcar outra boa, antes do rolê acabar.” Mas, a gente nunca marca, sem a menor condição parasse interessado.

As pessoas nos julgam, elas não entendem. Definitivamente é  horrível ter quinze, vinte, vinte e poucos anos em 2016, a gente precisa  trabalhar  em um trabalho bom a gente precisa estudar  pra sempre e sem parar é  o único jeito que a gente tem de se tornar alguém na vida. 
Como explicar pros nossos pais que não é viável ter uma namorada quando temos tanta coisa pra fazer? Imagina só explicar para a mina os happy hours do trabalho? Como assim, além de namorar, dedicar tempo, paciência, a gente ainda precisa provar confiança?
E quanto às meninas que precisam mandar foto das noites das meninas para que os namorados saibam que elas estão só com as amigas? E mesmo que essa noite aconteça uma vez a cada dois meses tem namorado que vai se irritar porque a tal noite foi marcada "em dia de namorar".

Nós, que somos tão destemidos e tão livres, precisamos gerir a vida num schedule sem fim. "dia de ficar com os pais", "dia de namorar", "dia de ir pra igreja", "dia de rever antigos amigos do trabalho"... Esse não para matar saudades, nós substituímos matar saudades por “estreitar networks.”

Agora, deitada na cama, encarando a porta do meu quarto eu vejo o meu schedule, de tão intensa que a vida ficou, eu precisei fazer uma planilha pra me organizar,  e agora,  as lágrimas começam a brotar quando eu lembro que só segui esses planos que fiz com tanta esperança por três dias...  Três dias depois a vida já tinha ficado mais intensa e naqueles sete dias, já não cabia.

Eu gostaria muito de falar um pouco mais sobre amizades, para aqueles que nasceram nos anos 2000, não se preocupe, a Internet vai facilitar seu contato com as suas BFFs ou parceiros atuais, não que vocês venham a trocar mais do que meras formalidades futuramente não é isso, mas, relaxa,  o Facebook ainda vai estar aqui para te lembrar do que você fez nesse dia alguns anos antes, então a nostalgia vai bater e desses amigos você vai lembrar, não, as meras formalidades não incluem aniversário,  natal e ano novo, okay? Aqueles que se lembrarem de você nessas datas, precisam ser queridos. As formalidades das quais eu falo é em caso de morte ou nascimento. Virão os pêsames ou os parabéns, de pessoas que hoje você diz que serão Madrinhas/Padrinhos dos seus filhos, é  triste, eu sei. Mas, é a realidade. E outra coisa, não se prenda a amores adolescentes que nos dão o mundo e levam tudo o que temos como se fosse direito deles. Menino, ela não te ama tanto assim,  só precisa ter uma namorado perfeito,  num ensino médio perfeito,  para esconder as imperfeições da vida dela, e cá entre nós menina, ele não é tudo isso, é só mais um. Apenas.

As nossas amizades, galerinha dos anos 80 / 90, são um pouco mais sólidas, eu sei que você deve estar ensandecido porque conservou amigos do jardim de infância,  calma,  eu sei que isso acontece e,  você não é o único,  mas,  para e pensa em todas as amizades que ficaram pela vida,  quando eu falo de amizade é  aquela pessoa pra quem você corre nos momentos de aperto e se joga de sapato e tudo no sofá ou na cama,  não essas pessoas que você fica anos sem ver,  diz que vai amar para sempre,  mas,  nunca sabem um milímetro do seu presente.
Amizade é basicamente cuidado, companheirismo e dedicação, e sabe o que isso demanda? TEMPO. E nós? Nós, não temos esse tempo!
Se agarre aos que sobraram, pegue os que ficaram sem medo e sem vergonha, eu sei que a amizade não é mais a mesma,  eu sei que tudo mudou,  eu sei que aquela amiga já foi falsa,  mas,  também sei que até sua mãe fala mal de você então não julgue sua amiga. Outra coisa que eu sei é que ele "pegou tua mulher", mas, ela não pertencia a você não é mesmo? Ou você a comprou?
A gente teve a sorte de construir amizades longe da Internet ou na época do Orkut, não vamos abrir mão disso por qualquer passado.
Aaaah, ia quase me esquecendo, eu amo meus amigos virtuais, ame os seus também!
Mas lembre que a vida é o que acontece aí e a sua vida é baseada em quem tá do seu lado segurando sua mão e enfrentando o mundo com a mão livre, valorize isso,  sempre!

Por fim, vamos voltar a falar de amor? Não. Exatamente. A gente ainda não falou de amor.
A gente não fala de amor, né? A gente é grande demais para ele. A gente é forte demais, bonito demais, a gente é carne boa demais pra amar.
Somos a geração que nunca de despede, que nunca se apega, que nunca chora, que nunca sofre e que nunca,  mas,  nunca mesmo,  faz amor.
Nossas relações andam tão instantâneas, andam tão "sempre que der a gente se vê", que uma hora para de dar e a gente nem percebe que parou de se ver. Mas, dói.
Nossas relações andam tão abertas que a gente não passa o dia vendo filme velho na TV, a gente não divide um chiclete por que ninguém quer sair do sofá e passar frio. A gente já aprendeu a agir egoistamente nessa situação, a gente deita com uns cinco chicletes, na verdade cada um com seus cinco. Afinal, Deus nos livre se apegar e ficar dividindo chicletes... Mas, toda vez que a gente senta sozinho com os nossos cinco chicletes, a gente percebe que se apegou, porque sente falta do outro ali, com os outros cinco chicletes.
Nós somos a geração de mulheres que sai sozinha com as amigas e percebe cinco ligações perdidas do tal “cara que espera as oportunidades surgirem”, a gente encara o celular,ri e segue em frente. Mas, aí a gente lembra que se a situação fosse o contrário, nós seríamos as malucas, afinal, "vocês nem namoram e você fica ligando pra ele sexta à noite", e a gente chora.
Porém,  encontramos uma geração de homens sensíveis, que muda de vida por causa da mulher que ama, que abre mão da vida pra fazê-la feliz, aqueles homens que entendem o que é sororidade e apoiam nossa luta feminista, mas, aí em algum momento a mulher que vai desistir dele e como nunca pensamos antes na história desse país, o homem também chora.
Nós somos essa geração. A geração do 15 ou dubble 15.
Temos entre quinze e trinta anos e nós não sofremos.
Aos quinze a gente já teve decepções suficientes com namorados e amigos para perder tempo sofrendo, aos vinte o nosso primeiro namorado fingiu não ouvir a gente sussurrando pra parar  no dia da nossa primeira vez, é que a gente não tinha a menor certeza, a dúvida nos engoliu e como a gente não gritou, nem fez escândalo então, não foi estupro, foi apenas um mal entendido. Aos vinte os meninos já receberam da ex-namorada a notícia de que seria papai, a camisinha que ela pediu para colocar com a boca, supostamente, “estourou acidentalmente” e agora ele não sabe bem o que fazer. Aos vinte e cinco, a mulher já sofreu demais como bola de sinuca, sendo jogada de um lado pro outro, de um lado os homens e do outro as rédeas que a sociedade tenta impor, enquanto ela definitivamente cansando de agradar a todos, percebeu que a saída mesmo é ser feminista,  meu corpo minhas regras,  minha vida minhas rédeas.
E se entrega ao movimento que tanto criticou um dia.
Aos vinte e conto os homens já cansaram de ter de ser o macho alfa,  ter de comer todas que aparecem, ter de ter um bom trabalho dentro da sua área de formação, e no fim eles já se entregaram pras bebidas ou pra várias mulheres que estariam fora de questão.
Aos trinta ela continua solteira e independente almejando aquele cargo de gerente e ele, que foi gerente aos vinte e sete agora já está divorciado. Mas, tudo bem, eles conseguiram o que queriam e ninguém mais esta atrapalhando. Essa rotina é aquela que deixa claro que mesmo fugindo a vida inteira de sofrer, a gente sofre.

E é claro, a gente passou os últimos quinze anos fodendo. trepando. metendo. Se você passou dos vinte, você já deu um pentada violenta, não tente negar. Ah, se você é da segunda metade dos anos oitenta, eu sei que você já molhou o biscoito, mas,  vamos falar para todos os públicos aqui, dos quinze aos trinta, é  mais do que claro que ultimamente a única coisa que temos feito é “dado umazinha”.

Eu sei, eu sei, aparentemente o texto desceu o nível,  mas,  não desceu, seu conservadorismo que acha que sexo ainda é tabu.
Mas, sabe o que me choca? A gente não faz mais amor. A gente entrega o corpo pro outro, mas, é  um outro que não pode saber nada sobre você, sentir nada por você, sonhar nada com você e muito menos dormir de conchinha no fim da noite... Apresentar pros  pais então, sem condições! Apresentar pros pais é muita intimidade, e nós  não gostamos desse tipo de intimidade. 
A gente gosta mesmo é de comer todo mundo, é  gostoso ter uma mulherzinha diferente a cada noite do fim de semana, só assim ninguém se apega e é necessário que ela goze, do contrário ela vai saber que você é um egoísta de merda que só pensa em si mesmo, então, você não vai deixar ela sem o cala a boca dos últimos três anos, não é mesmo? Afinal, depois que se as mulheres souberam que elas também gozam, ficou complicado comer várias em uma mesma noite né parceiro?
E eu sei mana, eu sei, que dar é gostoso, que não precisar dizer em te amo olhando nos olhos dele enquanto ele goza é  libertador. Mas, relaxa,  um amigo comentou comigo ontem que homem não pensa de pau duro, então se você o ama ou não, não faz a menor diferença.
Eu te entendo, você foi usada muitas vezes e agora precisa retribuir ou apenas ser você mesma, se descobrir, todo mundo passa por isso. Sei também que fazer amor com um cara que só tá te comendo é furada eu já passei por isso sei como é ficar dizendo pra si mesma que a gente tá certa de se entregar e eles estão vazios por serem sempre egoístas, e sei que isso é mentira, que eles acabam essa relação satisfeitos e a gente partida... Sei que é tenso.

Mas... Então, vamos parar, vamos repensar... Já tem sido pelo menos quinze anos assim né? Tá na hora de isso mudar, a gente precisa parar, por favor,  por nós mesmos...

Será que a gente não tá vendo quão destrutiva nossa vida tem sido?

Eu rio, eu grito, eu falo alto,  eu tenho uma fé que não é muito grande,  mas, é inabalável, eu choro,  eu sofro, eu fico ansiosa,  eu planejo casar com caras de livros, eu sonho com o dia que eu não vou dormir porque vou ficar acordada trocando mensagem com o crush com a mesma intensidade que eu acredito que Deus não vai me dar qualquer um pra marido e que eu provavelmente vou beijar o crush mais vezes do que eu queria, mas,  vou beijar meu marido só quando a gente fizer uns 6 meses de namoro, sim, existe namoro sem beijo, não surtem.

Essa sou eu, eu sou de carne e osso, eu sou de verdade, eu acerto, eu sou maravilhosa,  eu sonho, eu erro, eu peco, eu tenho problemas sérios, eu não sou o suficiente e por fim eu sou eu mesma, sou assim e não existe o menor problema nisso, e eu preciso parar de sentir medo de me mostrar pros meus amigos e pros crushes. 
Eu quero saber que não tem problema ser de verdade,  eu quero saber que não é errado dizer a verdade quando perguntam se eu tô bem,  porque eu já tô cansada,  eu quero dizer que não,  quero dizer que chorei outro dia vendo a planilha do meu quarto,  quero dizer que sofro porque apesar de saber que não foi culpa minha,  também não foi falta de culpa,  quero fazer amor com alguém que me olhe nos olhos e volte na próxima semana sem achar que eu quero ter filhos só porque a gente tá se vendo duas semanas seguidas e se eu quiser ter um filho,  quero que o carinha se permita pensar "e se",  porque é isso o que mais falta na humanidade hoje em dia, abertura as possibilidades da vida. Mas essa,  essa sou eu e talvez,  essa também seja a Alyson e a Alyson quer ser grande!  
Ela quer ser destemida, responsável  dona de si, ao mesmo passo que quer ser independente, passar um ano fora e constituir família. Sempre disseram para ela que isso era ser gente grande... 
Os anos passaram e agora ela tá preparada, mas,  parece que o resto do mundo não. Então ela vai ficar,  aqui, ao meu lado, apenas sonhando com a vida que poderia ter,  como ela poderia ser se as pessoas grandes fossem amorosas e dessem valor pro que realmente importa,  se as pessoas grandes não fugissem de si mesmas para não encarar algumas verdades, se as pessoas grandes se permitissem sentir,  sofrer,  amar, confraternizar e fazer amor sem maiores interesses... Mas, Alyson que há tanto tempo sonhou em ser grande e que hoje se permite ser grande é quem sente,  sofre e chora,  porque  Alyson já percebeu que as pessoas desistiram de ser grandes. 



23 comentários:

  1. Olá
    Gosto muito de ler textos autorais e gostei de conferir o seu. Espero que voce possa estar publicando mais por aqui. Achei ótimo por ser simples e muito delicado, ao mesmo tempo em que é realista e podemos nos identificar bastante.
    Beijos, Fer
    www.segredosemlivros.com

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  2. Olá
    É sempre bom conferi textos autorais em blogs, isso faz com que o dono pratique sua escrita. E apesar desse ser seu primeiro texto autoral, eu goste muito dele. A sociedade realmente está sendo mãe aos 15 e divorciados antes dos 30, são palavras tão verdadeiros. Espero poder conferi mas de seus dons de escrita. Até mais vê
    Bjs

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  3. Meu Deus!
    Estou em choque com esse texto!
    Tem certeza de que é a primeira vez que posta um texto autoral?
    Eu fiquei presa na leitura do início ao fim e fiquei encantada com tudo, pois penso da mesma forma que você.
    Continue publicando textos autorais, não se arrependerá. E eu? Voltarei sempre aqui!
    Beijos,
    Escritora por um Acaso

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  4. Olá, nossa que texto excelente, realista! Gostei muito e me identifiqueipois penso igual a você, espero que sente poste textos seus por aqui porque eu quero ler mais desses! Bjs

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  5. Oi!

    Parabéns pelo ótimo texto. Eu sou muito apegada a internet, mas uma coisa que eu e meus amigos fazemos quando nos vemos é desligarmos a internet dos celulares e vivermos o momento. Não dá pra sairmos totalmente desse meio comunicativo, infelizmente hoje em dia tudo é mais integrado. As pessoas também tem cuidado pouco do amor e de seus relacionamentos, na minha primeira dificuldade já largam, separam, se mudam.. Adorei o seu texto, muito bom e reflexivo. :D Faça mais!!

    beijos!

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  6. Oi!
    Parabéns! Achei seu texto incrível, você escreve muito bem. Consegue dar palavras a sentimentos e pensamentos, conseguiu expressar com perfeição a realidade atual das pessoas, seus relacionamentos (ou falta deles), e conflitos internos e externos. Espero poder conhecer mais o seu trabalho. Bj

    http://umavidaliteraria1.blogspot.com.br/

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  7. Filha, eu nasci nos anos 70, pensa???? hahahahaha
    Amei seu texto e a sua intimidade com as palavras, escreva mais, por favor!!!
    MEU AMOR PELOS LIVROS
    Beijos

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  8. Oi!
    Pra ser sincera nem sei o que dizer quanto ao seu texto; suas palavras são muito verdadeiras e atuais e me deixaram muito pensativa acerca da minha vida e da vida de modo geral. Seu texto conversa com o leitor e não é qualquer um que consegue isso.
    Beijos!

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  9. Primeiro texto autoral?? Menina, você foi impecável. Um texto que faz a gente refletir bastante sobre a vida, sobre as decisões que tomamos. Devo te dar parabéns por tanto talento. Gostei bastante.
    Um abraço!

    http://paragrafosetravessoes.blogspot.com.br/

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  10. Olá, eu sou dos anos 80 (quase 90) e sinto exatamente isso. Sinto falta do que tínhamos antigamente e não curto muito a onda que estamos vivendo hoje em dia. Costumo falar que nasci na época errada e no país errado, hoje em dia um grande pensador é quem faz um funk qualquer, que bomba por algumas semanas e é substituído por outro (ainda pior). Relações amorosas, familiares e amizades vão se adaptando ao facebook e contato mesmo pessoalmente ou mais íntimo, é raro.

    Gostei do seu texto e por ser a primeira vez está de parabéns. Você escreveu com naturalidade, fora um pequeno errinho ou outro (o que é totalmente normal), está perfeito.

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  11. Oi, tudo bem?
    Parabéns pelo seu primeiro texto! E não se preocupe que com o passar do tempo a cada texto que você for escrevendo sua escrita irá se aprimorar mais e você irá adquirir cada vez mais naturalidade para escrever.
    Eu gostei bastante do seu texto e me identifiquei com várias coisas, apesar de alguns trechos não terem me agradado.
    Concordo que hoje em dia as relações são meio que instantâneas mesmo e que as pessoas não procuram se apegar ou se conhecer tanto, não buscam dividir uma vida, tanto quanto a algum tempo atrás.

    Beijos :*
    http://www.livrosesonhos.com/

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  12. Olá Tay,
    Que texto mais incrível e verdadeiro. Você apresentou nossa vida como um tapa na cara. Nossa geração, a geração que está fazendo as coisas, criando o mundo, está fazendo tudo isso da forma errada. Não há mais emoção, carinho e atenção, as coisas tornaram-se artificiais e virtuais, não é? Em relação ao sexo acho que você não está mais do que certa. Entrega-se o corpo, mas não o coração.
    Vou distribuir esse texto para umas amigas haha.
    beijos,
    Um Oceano de Histórias

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  13. Oi, tudo bem?
    Adorei seu texto pois ele me faz refletir sobre a maneira que os jovens atuais vivem e lidam com as dificuldades do cotidiano. Não acho que a tecnologia seja algo tão ruim, só tem que saber usar na medida certa. E quanto ao amor.. antigamente já era bem difícil encontrar pessoas tão amorosas e hoje em dia só fica pior. Nossa geração é bem complicada e infelizmente não há algo que possamos fazer para mudar as coisas no momento.
    Você escreve tão bem que nem parecia ser seu primeiro texto, continue escrevendo assim.

    Beijos! ♥

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  14. Olá!! :)

    Eu gostei de conferir esse teu primeiro texto autoral..! :) Achei que a escrita não era nada ma, e a narrativa prende! :)

    Texto escrito sem vergonha ou pudor!

    E verdade... Consiguiste fazer-nos refletir. Afinal, o que e a vida que a sociedade tem vivido? Percebe-se que esta tudo ao contrario! :( Enfim...

    Boas leituras!! ;)
    no-conforto-dos-livros.webnode.com

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  15. Olá!
    Eu sou dos anos 90 e sinto muita falta das coisas como eram antes. Relações mais estreitas, mais amor, mais afeto. Não me sinto parte da geração atual, da bebida, da balada, do pega mas não se apega... sei lá, as coisas estão tão estranhas que chega a ser bizarro.
    Gostei bastante do seu texto e vi verdade em suas palavras.
    Parabéns!
    Beijos!

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  16. teve uma parte do texto que super me identifiquei... aos trinta anos ler algo assim é de ficar absorta, perdida em conjecturas... parabéns pela mensagem que você passou... essa postagem levantou várias reflexões...
    bjs...

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  17. Oie!
    Realmente estamos vivendo uma era de que ninguém se liga a ninguém, pois os relacionamento perderam o valor. Tudo é tçao rápido, ou sem ligação, sem sentimento, que muitos relacionamenos são vazios, ou começam com prazo de validade. Uma triste realidade...
    Bjks!
    Histórias sem Fim

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  18. Oi, adoro textos autorais pois nos permitem conhecer um pouco mais do autor.
    Infelizmente não me identifiquei tanto com o seu texto, sou do final dos anos 80, mas lembro bem como era antes de ter internet e também não fujo de contato externo ou me escondo de alguma forma, gosto de interagir e de calor humano.
    Beijos

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  19. Olá
    Eu amei o texto, mas quando você falou que somos uma geração que meninas tem filhas aos 15 anos fiquei literalmente em dúvida se você está só falando ou fazendo uma crítica, por que eu fui mãe aos 15 e me considero uma super mãe e hoje minha filha ja vai fazer 4 anos.Gostei que você falou da nossa realidade ainda mais quando falou da Internet realmente hoje em dia somos ligados a isso como vi em uma matéria que o whatsapp e o mal do século. Eu ainda gosto muito de me comunicar com as pessoas então estou no meio termo rsrs.Parabéns pelo texto .

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  20. Oi Tayana,
    Que texto é esse menina! Sem palavras para ele. Para uma estreia, você arrebentou! Seu olhar é muito sensível para as sociedades, sua descrição está detalhada e fiel a muitos sentimentos desde as décadas passadas, até a nossa. E mais clareza de como está a nossa sociedade, seria impossível. Parabéns pelo excelente texto.
    Bjim!
    Tammy

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  21. Oi ! Adorei seu texto , nem parece que foi seu primeiro. Ele ao mesmo tempo que choca nos faz refletir. Acho que só daria uma enxugada, ficou um pouco extenso. Abraços!
    Umparadoxoliterario.blogspot.com

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  22. Oi Tayana!
    Gostei do seu texto! Bem realista, fácil de se identificar. Continue escrevendo, você possui uma forma divertida de entreter! Abraços

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  23. Amei esse seu primeiro texto, você precisa sim continuar escrevendo, gostei das palavras certas que usou em alguns momentos e de como sua opinião combinou com a minha, mesmo o texto sendo grande foi bem desenrolado e rápido de ler.

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