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sábado, março 10

O hiato do Let It Shine

E aí Sociedade,

como estamos?

Bom, eu vou muito bem na verdade, estou feliz e realizando meus sonhos. Como vocês puderam ver por ESTE POST, estou morando da Irlanda agora para aprimorar o meu inglês.

Confesso que já tinha tudo programado com minhas colunistas, cronograma feito e lista de leituras e postagens que eu faria por aqui, mas não deu. Já faz três meses que não está dando!

Fico muito triste de noticiar que vou deixar vocês por um tempo, mas o principal motivo de eu ter parado de postar, não foi a rotina ou a falta de tempo, foi que eu parei de ler.
Esse ano li quatro livros e um deles era um conto.

70% disso por causa do intercâmbio e  30% por causa dos meus projetos pessoais de.... ESCRITORA!


Hoje recebi um e-mail com a seguinte pergunta: O que mudou na sua vida depois do blog?

Pensei por alguns segundos e logo soube a resposta: TUDO!
Tudo mudou na minha vida depois do blog.
Antes do Let it shine eu não tinha a menor confiança para defender meus pontos de vista, não conseguia fazer uma defesa de tese sobre coisas que tinha certeza, não conseguia conversar com pessoas desconhecidas e mostrar quem eu realmente era porque me faltava confiança... Hoje, eu sou a menina de opinião formada e mente forte, afinal, foram dois anos tentando convener vocês a lerem os livros que eu amava, rs
Hoje eu sou a menina que além de escrever resenhas de livros e textos que nunca mostraria para ninguém, escreve contos e livros, das mais variadas áreas. Nunca quis ser escritora, nunca pensei em escrever um livro e depois que iniciei essa vida, nunca pensei em sair do romance, entretanto hoje, começa a Pré-venda do livro no qual vocês vão poder ter um gostinho da minha escrita, é uma antologia publicada pela editora Young, sobre psicotas e outros distúrbios. Quando na vida eu imaginei isso? NUNCA ANTES DO LET IT SHINE. E, não é apenas isso. Fico muito feliz de dizer que para essa antologia, foram lidos mais de DUZENTOS contos, e o meu foi um dos vinte e cinco escolhidos para fazer parte da obra, para além, é uma publicação tradicional, ou seja, os autores não pagaram pela publicação, o que atualmente é uma raridade no mercado nacional. (Aliás, já usou a hashtag #Aionenasuavidaliterariahoje ?)

Em paralelo, tenho dois livros em andamento e um deles se tornou a obra da minha vida, é o que mais me leva tempo e paciência, mas hoje, ele já é bem diferente do que o que está lá, tem outra carinha, outra forma e outro final. Os personagens são os mesmos, os meios os mesmos e o fim também, só o jeito de chegar lá que mudou e posso garantir que mudou para melhor. Mudou com a ajuda de uma menina muito especial para mim que me ajudou no inicio de tudo, a Mariana Dantas, melhor leitora beta que você respeita, depois disso, alguns amigos muito especiais leram a história e os feedbacks me ajudaram muito, a melhor parte é que eles estão lá no Brasil e eu aqui, acompanhar a leitura deles nos aproximou muito e por fim, minhas parceiras de blogsfera que estão me ajudando nos últimos ajustes, Tahis, Bruna e Paola, é tão incrível saber que Paola foi a pessoa que me inspirou a começar o blog e  agora vai me ajudar a terminar meu livro, haja coração.

Eu só tenho a agradecer o Let It Shine por tudo o que conquistamos ants desse hiato, pelas amizades, pelo livros que só li por causa dele e amei mais do que poderia imaginar, pelos comentários que me incentivaram, pelos grupos de blogueira do facebook e pelas pessoas que conheci por causa dele.

Bruun 1, Bruun 2 e Tahis, minha sociedade secreta amada ❤️
Paola e Aione, as melhores gêmeas que você respeita.
Line, minha parceira, colunista, resenhista, leitora e amiga, número 1.
Bruno, o melhor jovem leitor que você respeita! Amigo literário que Deus me deu o prazer de conhecer pessoalmente ano passado ❤️

Muitas pessoas eu deixei pelo caminho e hábitos também, mas aos que ficaram, obrigada por fazerem parte da minha vida hoje!

E é porque tudo mudou que eu não posso lever o Let it Shine como se fosse qualquer coisa, com uma resenha por semana para cumprir tabela, e por isso eu vou Sociedade, mas volto!

Estou muito feliz com a vida que estou levando em Dublin e vocês podem acompanhar minha saga pelo velho mundo através do meu canal no youtube:



Sou muito feliz por tudo, de verdade, obrigada e até qualquer dia.












terça-feira, fevereiro 14

Oi, tudo bom? Voltei!


Sociedade Linda

Pelo amor de Deus, que saudade de vocês, sério!
Eu nunca tinha tirado férias do blog e essa nem era a minha intenção, mas por conta da minha mudança acabei deixando o blog em off por muito tempo, tem pelo menos um mês que eu não posto nada aqui e primeiramente peço desculpas.

Agooooooooora, vamos falar das coisas mais legais do mundo:

VOU LANÇAR UM LIVRO E TÔ NA EUROPA GENTE!!!


Então, não é bem um livro é um conto, mas ele vai estar em um livro incrível <3.
No facebook existe um grupo chamado "Sociedade dos escritores vivos" e eles fizeram um concurso para selecionar 25 contos para um antologia que vai contar 25 histórias sobre psicopatas e dentre mais de 200 contos inscritos, eu fui uma das selecionadas e gente, tô explodindo de felicidade assinei o contrato essa semana!

E sobre estar na Europa: Sério, isso é uma das coisas mais legais do mundo.
Vim pra Dublin fazer um cursinho pra aperfeiçoar o inglês e tô amando, estou aqui há quase 1 mês e vim prestar conta com vocês.
Eu não tenho lido, nada mesmo!
Voltei a ler ontem e confesso que quase terminei o livro, "Entre a mente e o coração" da Lycia Barros, conhecem? DEIXEM NOS COMENTÁRIOS.

No dia que cheguei aqui li "Sejamos todas feministas" e que livro mágico, que livro lindo gente, eu SuperIndico, sério!

Mais pra frente vou trazer uma postagem sobre esse livro tão pequeno que é ao mesmo tempo tão lindo. Comprei ele numa promoção da Amazon, na verdade a Amazon surtou no inicio do ano e começou a dar livros de graça, então peguei meu Kindle e baixei uns 6, logo logo espero ter lido todos pra trazer resenha ou conversando sobre livros pra vocês, QUE SAUDADE DISSO AQUI, QUE SAUDADE DE BLOGAR.

Devido a minha nova rotina, eu vou ler apenas três livros por mês:
um português
um pro desafio da SSBA 
um em inglês

E vou atualizar vocês de tudo.

O blog continua com as colunas de romance, mangá e doramas. Espero que esse ano sejamos ainda mais felizes do que fomos no ultimo!!!



Pensei pra começar o ano bem, trazer pra vocês um post falando sobre os livros que eu li e nunca resenhei, o que vocês acham?


      
Por fim, quero dizer que por conta da minha mãe ser bem cabeça dura em não acreditar que eu estou bem, criei um canal no Youtube chamado "Mãe do Viva", e peço para que vocês se inscrevam e me acompanhem nas minhas aventuras fora dos livros também.




Até mais sociedade

terça-feira, dezembro 6

Conversando sobre livros: A maldição do vencedor


Socieda Maravilhosa,


Já vamos começar pela conclusão, indicar, elogiar e dar as cinco estrelas que ele merece. 
A maldição do vencedor vai:

*Te fazer duvidar por causa premissa, 
*Te fazer pensar que "talvez ele até seja bom" lá pela página 100
*E por fim, vai fazer seu coração bater por um romance, mas, vai te entregar uma trama sócio-politica de dar inveja a qualquer - Kiera Kass. 
É um cinco estrelas de longe. Pela escrita, pela trama, pelo desenvolvimento, pela construção dos protagonistas e pela constância da autora. 

 Ano: 2016 - Páginas: 328 - Autor: Marie Rutkoski - Editora: Plataforma 21 - Skoob

      
          Em a maldição do vencedor temos um narrador em terceira pessoa onisciente que conta o história pelos olhos dos dois protagonistas.

Kestrel, filha do general Trajan, o homem mais poderoso da península de Herran. 

Uma jovem Valoriana,  bela, educada, dona de si e louca para ter a liberdade de fazer as próprias escolhas, enquanto para o pai, ela já é livre o suficiente, afinal, tem as opções de se casar ou se alistar, mas, Kestrel não queria nenhuma das duas coisas.

Arin, ou, (o grande amor da minha vida, como preferir) um jovem escravo herrani que perdeu sua família, sua liberdade e seu país há dez anos e a única coisa que deseja, é sua terra de volta, já que de tudo o que ele perdeu, a terra é a única coisa que ele ainda pode ter.


Em Herran a liberdade só existe para mulheres que se alistaram, independente das habilidades e do porte físico, como a melhor amiga de Kestrel, Jess, que nunca conseguiria defender Kestrel de nada, mas, tinha mais liberdade por ter se alistado.

Um modelo diferente de patriarcado? Sim. Mas, não menos opressor.

Há dez anos, na guerra Herran,  os valorianos, povo bárbaro e selvagem com um grande exército e muitas posses, decidiu tomar a península de Herran para si e escravizar seu povo, os herranis, povo com suas tradições,  costumes,  modos e cultura bem firmados  que nunca dependeu do império para nada. (Até aqui, qualquer semelhança com a colonização brasileira é mera coincidência.) Os valorianos não eram civilizados como os herranis, não tinha costumes e etiqueta, quando tomaram a terra de Herran, roubaram todos os costumes e até as coisas mais simples que eles não faziam, como por exemplo,  comer com talheres.

Em uma caminhada no mercado, Kestrel e Jess (sua melhor amiga) acabam indo parar em um salão de leilão de escravos. É assim que Kestrel compra Arin e temos nossa história desenhada, clichê ou não eles se apaixonam, mas, o povo de Arin está armando uma grande revolução para retomar a sua terra de volta, entretanto o rapaz não consegue fingir ou mentir para a moça, em contra partida Kestrel é a típica moça a frente do seu tempo, mas não se engane pelo típica, você nunca viu ninguém como ela e vai amar isso! Porém, é ingênua, crescer numa Herran já dominada a fez ver as coisas como o império gostaria, mas ter Arin por perto abriu seus olhos, um dos diálogos mais marcantes do livro pra mim se passa quando Arin mostra pra Kestrel que as relações com os escravos não eram o que pareciam ser:

"– Eu a amava – Kestrel sussurrou
– Você a amava porque ela fazia tudo o que você mandava. – Não é verdade. – Ela não te amava. Ela nunca poderia te amar. Onde está a verdadeira família dela, Kestrel? Ela não sabia. Sempre teve medo de perguntar. Se Enai te amava, era porque não tinha escolha. Porque não sobrou ninguém."

As relações mais fortes que temos no livro fora a tensão sexual latente entre Kestrel e Arin são as amizades de Kestrel, e por mais que ela tenha um amigo na friendzone, alguns amigos do jogo e aquele amigo que nem é tão amigo assim o que me incomodou foi a amizade dela com Jess, que é  sua melhor amiga. Essa relação foi a única que não comprei. Não suporto os momentos que Jess aparece e acho ela uma falsa-fingida  a amizade das de Kestrel é sincera, mas a de Jess não me convenceu, sabendo que Jess é completamente contra a revolução e Kestrel no fundo, no fundo simpatiza com ela, podemos esperar e ver o circo pegando fogo em "O Crime do vencedor".


Uma curiosidade é que o nome "Valór" e "valorianos" me deixaram louca durante a leitura, era praticamente impossível não associar a Valíria e as conquistas Valirianas das Crônicas de Gelo e Fogo.




O destaque positivo eu entrego para o final do livro,  o último capítulo destroçou meu coração. Eu agradeço a Deus por ter lido esse livro  agora e  poder já correr para o segundo no fim do mês, eu não aguentaria essa tortura mais tempo.



quinta-feira, novembro 24

Conversando sobre livros: A Febre

Sociedade Maravilhosa ♥


A febre é um daqueles livros que você pensa: "Se eu li esse livro, graças à Deus". Porque ele é incrível e absolutamente bom. Muitas pessoas vão achar que o livro tentou ser muito mais do que poderia, que "aquilo não é tom pra YA",  mas,  sabe de uma coisa? Eu amei.
Não lembro quando foi a última vez que eu  me senti tão dentro de uma história como nessa, quando passou da página cem eu iniciei um conflito: "não conseguir parar de ler" X "não conseguir pegar pra ler" porque a história foi ficando tão densa, tão coesa, tão boa, tão urgente, sufocante e tirando a minha paz bem como a de todas as personagens que eu me sentia consumida pelo livro.


Eu vi críticas do tipo "As personagens são rasas", "É tudo ótimo, mas, as personagens são muito volúveis". Estou me perguntando até agora qual adolescente de 16 anos é profunda e não é volúvel, não conheço nenhuma, aliás, essa é a sacada do livro! "Adolescentes e tudo aquilo que podem ser, ou não" 

Eu amei ter lido esse livro, de verdade, não se tornou um dos museus favoritos, mas,  tá ali na lista de livros que todas as garotas deveriam ler, aliás,  esse é um ótimo post, não? Vamos anotar aqui,  para fazer uma lista de cinco livros que todas as garotas deveriam ler.


Ano: 2015 Páginas: 272 - Autor:   Editora: Intrínseca -  Skoob

Como todo bom ensino médio americano temos a nossa abelha rainha e suas melhores amigas, o grupo onde nada parecer ser ruim, correto? 
Poderia até ser apenas mais um dia no paraíso, caso Lisa Daniels não tivesse simplesmente entrado em colapso no meio de uma das aulas e tido uma convulsão. 

O choque foi geral mas, isso assustou muito a sua melhor amiga Deenie Nash,  ainda mais quando o mesmo começou a acontecer com outras garotas e  não demorou até sua outra melhor amiga e abelha rainha, Gabby Bishop ser afetada durante uma apresentação de violoncelo no auditório da escola. Muitas teorias chegaram,  mas,  como podemos ver mesmo na sinopse do livro, todas elas são descartáveis. Ao longo dos capítulos do livro vamos ampliando nosso conhecimento sobre a vida dessas três jovens, seus círculos familiares, suas paixões e vontades e é claro, seus crushes. 


Tudo fica muito mais intenso quando Lisa Daniels depois de sair do hospital sofre uma parada cardíaca, cai em casa e na queda ela bate a cabeça na quina de uma mesa e entra em coma. 



A corrida para descobrir o que está acontecendo, uma mãe desesperada querendo entender o que aconteceu com sua filha e com cada vez mais meninas entrando em choque, convulsões e tiques, a escola Easter High também entra em colapso. Pais,  alunos,  professores, hospital e polícia correm contra o tempo para descobrir o que tem causado isso a todas as meninas. 


Tudo só piora (sim, nesse livro, a tendência é piorar) a principal suspeita, que é a vacina contra o HPV, é descartada e em outro momento descobrimos que nenhuma das meninas que sofreram "do ataque" depois de Lise, tem os mesmos sintomas, reações ou problemas que ela. 


Por outra lado, enquanto a nossa protagonista Deenie começa a ter medo de que liguem a febre a ela,  pois ela é a única coisa em comum entre as meninas que foram para o hospital, Deenie começa a prestar atenção em Skyie, a mais nova melhor amiga de Gabby. Desde que Skyie chegara com seus tarôs, mistérios, alucinogénos e roupas absolutamente iguais às de Gabby, a amizade do até então trio ternura não era mais a mesmo e agora além delas serem obrigadas a andar em quatro, mesmo, que sem vontade Deenie precisa se aproximar de Skyie para descobrir o que está acontecendo. 


Porque será que todas as meninas de uma mesma escola escola sofrem de problemas tão semelhantes com uma causa indefinida?

Até aonde a adolescência trata de inocência e inconsequência? 
Até onde a vida permite aos adolescentes vivê-la sem precisar pagar com o próprio sangue ou o sofrimento alheio para isso?
Como decifrar seres humanos sem profundidade e ao mesmo tempo com tantas camadas quanto adolescentes com os hormônios a flor da pele?

Essa é uma história sobre amizade,  lealdade, dignidade, frivolidade adolescente, problemas familiares e principalmente os impactos das pressões sociais na vida das meninas do século XXI. Seria uma delícia se você o lesse.



terça-feira, setembro 6

Talvez Um Dia

Olá Sociedade

  
Escrever resenhas de livros da Colleen Hoover talvez seja a tarefa mais difícil que eu já assumi como blogueira. Os livros dela são incrivelmente verdadeiros,  como a nossa colunista Aryane destacou para mim uma vez, todos os personagens da Colleen deveriam existir, a gente devia ter o direito de esbarrar com eles por aí e trocar uma idéia sobre a vida. Hoje, nós trocariamos uma idéia com a Sydney, o Ridge e a Maggie. As três pessoas mais incríveis que eu conheci no meu ano e se você não quer saber anda da história, pare por aqui, não tem spoiler, mas, tem o óbvio, então, se você não quiser saber do que o livro trata leia-o primeiro e depois volte  ♥
Ano: 2016 - Páginas: 368 - Autor: Collen Hoover Editora: Galera Record Skoob

- Sydney mora com a melhor amiga em um apartamento que contra a vontade dos pais,  aluga para morar perto da faculdade. Cursa música e tem um namorado lindo.
- Ridge mora na frente do apartamento de Sydney, conforme o tempo passava ele a observava - e a todo o movimento no apartamento dela - e tentava compor suas músicas calado em sua varanda, já que o bloqueio criativo o perseguia há meses.
- Maggie é  a namorada de Ridge, linda,  maravilhosa,  com uma aparência viva.  Aquele tipo de namoro para a vida toda sabe? Seis anos até então.
O destino desses três se cruza quando Ridge percebe que enquanto ele toca suas músicas Sydney as canta,  mas,  às músicas estão lá para que ele componha as letras,  elas ainda não existem, o que quer dizer que Sidney está compondo letras para as suas músicas e diante do bloqueio criativo que enfrenta, ele entra em contato com Sidney e pede permissão para que a sua banda toque aquelas músicas.

 Depois de duas semanas de uma "amizade musical por WhatsApp" Ridge decide presentear Sydney com a seguinte notícia: "Seu namorado e sua melhor amiga transam quando você não está olhando".  Digo presentear porque ele diz isso a Sidney no dia do aniversário dela.
E aí,  toda a história se desenvolve. Sem ter para onde ir, Sidney decide que vai "vender suas musicas"  por abrigo no apartamento que Ridge divide com alguns amigos e a atração entre eles é  perceptível desde o primeiro encontro dos dois. Sidney chega destruída e não querendo saber de amor e Ridge está muito bem obrigado com Maggie,  o amor de sua vida toda. Mas,  Sidney balança o coração de Ridge como ele nunca imaginou ser possível. Sidney sabe o que está acontecendo entre eles,  mas,  não quer se tornar aquilo que sua ex-melhor amiga foi para ela,  uma traidora e tudo piora quando conhece Maggie, a empatia surge de ambas as partes.
É nesse contexto louco que acompanhamos Ridge percebendo o amor,  as formas do amor,  o porque de amar. É  nesse contexto que analisamos o coração divido de Ridge, o amor que ele sentiu por Maggie desde antes deles se envolverem e o amor que estava crescendo furiosamente dentro dele por Sidney.

Como em todo bom New adult o final é  previsível e a gente espera por ele. A gente torce por Ridge e Sidney sem nem lembrar da existência de Maggie,  mesmo que Ridge fale do seu amor por ela a cada oportunidade. Por mais que ele é Sidney lutem contra o sentimento, fica claro que não existe motivo para isso quando eles estão juntos.
Não,  esse não é um livro sobre traição, - ainda que aconteça um beijo nesse aspecto - esse é  um livro sobre amizade,  amor,  sinceridade,  verdades,  mudanças e principalmente como o passado pode nos afetar. O que eu aprendi com esse livro é o que eu apreendi desse livro foi muito maior que qualquer triângulo amoroso da mocinha dividida entra o certo é o que errado, eu aprendi que nem sempre existe um errado, as vezes é  só o coração que muda de direção, ou não.
Muitas pessoas questionaram a veracidade dos motivos do término de Ridge e Maggie,  muitas pessoas disseram que foi uma saída escapista da autora,  eu não acho. Eu vivi um romance exatamente igual ao deles e chega uma hora que simplesmente não existem motivos para continuar porque o amor,  nem deveria ser amor para início de conversa. Vi pessoas chamando o Ridge de tudo o que é nome por ele ter dado um beijo na Sidney enquanto ainda namorava,  engraçado,  não vi ninguém julgando a Bella quando ela beijou o Jacob ou a Lara Jean quando ela se manteve flertando com John Ambrose...  Achei bem vitimista cair em cima do Ridge só porque era o homem da relação o divido dessa vez. 


O que eu mais amei sobre esse livro,  é  que os anseios, limitações e traumas do casal protagonista, não estão nos ombros da mulher dessa vez é sim do homem,  e não pelo fato de que mulheres precisam de girl Power, mas, pelo fato de que não conseguimos ver isso nos livros porque aparentemente,  homens são perfeitos e lutam contra tudo para ficar com a mulher que amam. Foi lindo ver a Sidney amando Ridge "apesar de tudo" ou "por causa de tudo"  certamente ela não o amaria se ele fosse o cara perfeitinho e foi muito,  mas,  muito lindo ver Ridge amando a Sidney apenas por amar e passando por cima de tudo o que apontavam nele para ficar com ela.
Bom,  eu não tenho estrelas suficientes para esse livro hahahaha.

terça-feira, julho 19

A Lista Negra

Textão de Desabafo!

 
 
 
LIVRO LIDO EM  JUNHO/2016
 
Oi sociedade tudo bom com vocês?
Sim, inicio esse post com aquele velho apelo, segue o blog em nome de jesus, amém.
 
Ano: 2012 - Páginas: 272 - Autor: Jennifer Brown Editora: Gutenberg 
 
  


Acabo de ler a lista negra e sou só choro.
 
 Pelo amor de Deus Valerie amiga, que vida desgraçada, que namorado horrível,  que pai de merda.  Maaaas, Como sempre,  tuuudo fica para a mãe segurar,  para mãe sustentar e olha queria aproveitar apra dizer que:  mãe também é gente,  mas parece que ninguém nunca lembra disso.  
 Eu não tenho condições, nem agora, nem nunca, de fazer uma resenha desse livro. Assim como não tive de escrever e algo sobre amor amargo, então a sinopse vai estar aqui, seguida das minhas impressões .
Primeiramente eu quero parabenizar a autora que escreveu um livro sem medo.  Sem medo do que falariam do seu tema, sem medo do que falariam da sua personagem porque não é todo mundo que entende um personagem tão completo e vazio de si ao mesmo tempo como Valerie e quero agradecer por não ter romantizado a dor, a perda, a morte, a vida, E PRINCIPALMENTE o futuro.  Esse livro me deu muito mais do que eu podia esperar, ver que Valerie descobriu quem era enfrentando os familiares das vítimas e não em um consultório psiquiátrico, ver que Valerie não usou seu papel de vitima para esfregar na cara de Jessica o que aconteceu com Troy na festa mesmo tento esse direito, ver que Valerie aguentou tudo o que pode e só depois dos 120% ter estourado com sua família, ver que ela percebeu que não existem pessoas 100% boas ou más,  nem nós mesmos,  me deixou muito feliz.  A lista negra e um livro diferente, é um livro real, é um livro que não tenta ser mais, ser bonito, ser cool. Ele apenas é um livro e isso basta.
 
Dos aspectos da história eu tô com Val o tempo todo, entendo todo o processo dela e fico feliz pela autora ter dado o tempo certo para a personagem se recuperar sem fazer nenhuma passagem de 3 meses depois.
 
Nicholas, ah Nicholas, só precisava de ajuda, de amor, de entender o coração de Deus, de calmaria. Mas, quando você sofre o que ele sofreu, você prefere achar que o mundo tá contra você, sei disso, porque já passei por isso.  É tão mais fácil escolher uma única pessoa, segurar a mão dela e decidir: "Nós dois contra o mundo" do que tentar compreender a dinâmica social na qual você está inserido. Não o culpo, culpa a família desestruturada. Família que da Bad é  sempre uma bosta. Por falar em família, o que falar do pai de Valerie e da melhor amiga dela?  Acredito que a maior dificuldade de passar por algo, não está em passar sozinha. Está em passar sem as pessoas que você mais contava que passariam com você. Família falida, pais separando, puberdade do irmão atacando a gente entende, o que a gente não entende é um pai que nos culpa por existir. Amiga falsa a gente entende, todo mundo tem. Mas, uma amiga da vida que simplesmente tem vergonha da gente por causa do que vão falar dela na escola, é incompreensível. Acho que dos pontos que são válidos a destacar. Todos estão aqui, Valerie sofreu, e eu sofri, Valerie se revoltou e eu fui junto com ela.  Valerie sentiu e eu senti ainda mais, no fim eu por algum momento pensei, e se ela tivesse ficado com o menino popular, tivesse ficado popular e entendesse que não era tão mal e tivéssemos um final romântico e feliz, tudo estaria bem para ela, afinal, ela já tinha sofrido tanto. Não é mesmo?
 
NÃO,  NÃO É!

Valerie talvez seja a minha personagem literária favorita. Talvez seja a que eu mais amei e admirei, ela viveu tudo, passou por tudo, suportou tudo, superou seus medos, superou sua casa, superou seus pais, superou seu "Eu miss negatividade" e saiu, bateu a porta, foi se encontrar.  
Quando Valerie diz que ia usar o tempo dela para se recuperar ao invés de ir para a faculdade, eu logo pensei: Mochilão, viagem, nada de ficar em casa, sai, essa casa não te fez bem e não é que ela me ouviu? 
Eu sei sociedade esse deve ser o meu pior post da vida, mas, eu não podia deixar de fazer.
Eu amo ser leitora, eu amei o livro, um Mega abraço apertado em vocês ♥

 



quarta-feira, junho 22

Tá todo mundo mal e a Jout Jout é otima ♥

 
Boooooa  Tarde Sociedade ♥
 

Tá todo mundo mal...
Como não amar a Jout Jout?
Se você não conhece Jout Jout não sabe o que está perdendo. Jout Jout é uma youtuber que  precisa ser conhecida pelo mundo. 
Justamente por isso, esse post não é uma resenha ou um conversando sobre livros, ele é uma indicação. Vocês precisam ler esse livro, bem como que já leu, precisa me contar as crises já sofridas.

 

 Ano2016 - Autora: Jout Jout - Páginas: 200 - Editora: Cia da Justiça - Skoob
 
 O livro da Jout Jout é mais do que poderia, porém, menos do que eu esperava.
 
A escrita é ótima, fluida e não, não é uma escrita de youtuber/GhostWriter, ela sabia fazer o que estava fazendo, já escreveu pra Cosmopolitan, trabalhou como revisora em duas editoras, uma acadêmica e uma secular e é formada em jornalismo. Então, ela fez direitinho.
Este livro vai fazer você perceber que não é só você que está mal.
 
Ele trata de algumas das crises existenciais que todo temos, mas, deixamos no nosso subconsciente quão exclusivões somos, por só nós termos essas crises. #Tolinhos
-Ah Tay, você gostou do livro? Sim,  gostei.
 
-Porque você esperava mais? Porque achei que seria um livro de crônicas que envolviam as crises sociais das quais ela trata no canal e não especificamente um livro cronicado com crises que todo mundo tem, mas, com exemplo pessoais.
 
-Tay, isso torna o livro menos bom? De jeeeeeito nenhum, ele continua ótimo, só não é o que eu esperava, o que nos leva a uma das crises, “A crise do Gregório”.
 
Como Jout Jout mesmo falou a respeito da Hype em cima de seu livro
“Que livro, eu te pergunto, suporta essa pressão? Que projeto qualquer da vida suporta essa pressão? Não tem documento do Word que passe da página 3 depois dessas expectativas sem cabimento.”

Você vai se identificar com pelo menos 30 das quase 50 crises, certamente.

Vou deixar uns nomezinhos para aguçar a vontade de vocês aqui:
-A crise do “podia não ter acontecido”  (Minha vida)
-A crise constante que era ter um Tamagotchi (Meu mundo)
-A crise de quando você nota que sua vida não é uma série (Socorro, essa pessoa sou eu)
-A crise de ser amada/odiada demais (Não to ligada nessa)
-A crise de quando meu namorado não pegou sarna (Eu terminava)

Se eu indico esse livro?

Indico para 10 entre 10 leitores e indico ainda mais o canal a JoutJout, além disso, indico também que leia de qualquer jeito “A crise de quando fui cadeira”, mesmo se você não quiser ler o livro, pede para alguém emprestado, se você tiver um círculo de amizades bom, alguém terá esse livro.
 
A crise de quando fui cadeira:
“Ele tinha um objetivo: pegar uma cerveja. No caminho havia um
obstáculo: eu. Ele precisava tirar o obstáculo do caminho. Qual a melhor forma
de eliminar um obstáculo valendo-se da lei do menor esforço? Colocar o
obstáculo de lado, como fazemos quando uma cadeira obstrui o caminho. A gente
não diz “com licença, cadeira”, “boa noite, cadeira”, “obrigado por me chamar
para sua festa, cadeira”. A gente chega a cadeira para lá.”

Essa crise fala daqueles Crushs que a gente não tem o menor motivo pra crushiar, mas, satanás atiça até que a gente crusheie. Hahahahahaha.

Além das crises, a gente acompanha o crescimento dessa garota também, e se eu leria outro livro de Jout Jout? Já estou esperando as crises que virão agora que ela foi morar sozinha, com Caião.
Sociedade eu amei demais as crises com as quais me identifiquei deste livro.
Espero que você deixem aqui nos comentários as crises que vocês viveram ou se identificaram.
 
 
 
Meeeeeeeega Beeeeeeeeeeeeijo Sociedade

 
 

terça-feira, maio 31

Conversando sobre Livros: Namorado de Aluguel

Sociedade Maravilhosa ♥♥♥

 

Vamos falar sobre o livro mais amorzinho que eu li esse ano...
 Gente,  o que falar sobre "Namorado de Aluguel"?
Namorado de aluguel é  o típico romance adolescente que é bom porque pode acontecer com qualquer uma de nós,  porque da merda ao longo da vida. E preparem-se para vomitar arco-íris e ficar com os olhos brilhando de tanta fofura
✭✭ 
Ano2016
Páginas: 250
Autor: Kasie West
Editora: Verus
 
 
Neste livro conhecemos Gia,  uma jovem de 17 anos que namora um universitário, Bradley. O problema numero 1 de Gia é que Bradley mora há 3h de distância e o problema numero 2 é que uma menina nova "se infiltrou" no seu grupo de amigas mais chegadas e essa menina Jules, duvida de seu relacionamento porque  Bradley, ainda não quis conhecer suas amigas,  não aparece muito na cidade e é tão reservado que mal tira fotos com ela,  e quando tira,  nunca dá pra ver o rosto dele de verdade.

Tudo parecia se encaminhar bem,  já que suas amigas conheceriam Bradley no baile de formatura, baile este que ela concorria a rainha e nada poderia dar errado certo?  ERRADO!!! A soma dos dois problemas que citei lá em cima resulta em  Bradley terminando com Gia no estacionamento antes do Baile e ela ficando sem namorado e com a certeza que Jules,  a tal amiga,  vai tripudiar dizendo que sempre soube que Bradley nunca existira e que este namoro era na verdade,  a maior das mentiras.
 ✭✭
Não querendo pagar de mentirosa Gia decide que vai encontrar alguém pra se passar por Bradley.  E encontra. Sim, você leu isso não querendo passar por mentirosa, ela mente.

O DDB -  DUBLE de Bradley -  como ela o chama mentalmente faz o que deve fazer naquela noite e some de sua vida,  mas,  para Gia,  a atuação daquela noite fora um pouco além,  o que aconteceu entre eles a confundiu mais do que deveria.
 ✭✭
Depois de alguns dias sem esquecer o DDB, Gia sabendo que ele tinha uma irmã na escola contava com a menina para conseguir o nome ou o telefone do DDB.  O  problema é  que a irmã do DDB  era da turma dos esquisitos, era um dos "alvos" de Gia e suas amigas. Gia sabia que pra conquistar a menina ia ter de rebolar, ou contar com uma forcinha do destino.
✭✭ 
Namorado de aluguel é o tipo de livro que mais gosto. Ensino médio & amadurecimento.

Eu amo esse momento de descobertas,  verdades,  reviravoltas...  Ciente de que não sabia exatamente quem era,  Gia embarcou na autodescoberta. A saga de o encontrar e compreender o que aconteceu naquela noite com o DDB,  as coisas que aprendeu nesse caminho,  os conflitos familiares que sempre foram resolvidos com "panos quentes" nunca com conversas sobre e é claro, os conflitos de "a pessoa que eu sou e a pessoa que eu era não querem as mesmas coisas"... 
 
Tudo isso acontece linda e fofamente ao longo das 250 páginas e eu espero que vocês gostem tanto quanto eu. 
Fico triste de não termos variedade destes livros no cenário nacional, afinal, nossa adolescencia é beeem diferente da das gringas, mas, tudo bem... Aproveitemos os gringos por enquanto.

 
Cinco estrelas pra um livro que me conquistou só de existir.