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sábado, março 10

O hiato do Let It Shine

E aí Sociedade,

como estamos?

Bom, eu vou muito bem na verdade, estou feliz e realizando meus sonhos. Como vocês puderam ver por ESTE POST, estou morando da Irlanda agora para aprimorar o meu inglês.

Confesso que já tinha tudo programado com minhas colunistas, cronograma feito e lista de leituras e postagens que eu faria por aqui, mas não deu. Já faz três meses que não está dando!

Fico muito triste de noticiar que vou deixar vocês por um tempo, mas o principal motivo de eu ter parado de postar, não foi a rotina ou a falta de tempo, foi que eu parei de ler.
Esse ano li quatro livros e um deles era um conto.

70% disso por causa do intercâmbio e  30% por causa dos meus projetos pessoais de.... ESCRITORA!


Hoje recebi um e-mail com a seguinte pergunta: O que mudou na sua vida depois do blog?

Pensei por alguns segundos e logo soube a resposta: TUDO!
Tudo mudou na minha vida depois do blog.
Antes do Let it shine eu não tinha a menor confiança para defender meus pontos de vista, não conseguia fazer uma defesa de tese sobre coisas que tinha certeza, não conseguia conversar com pessoas desconhecidas e mostrar quem eu realmente era porque me faltava confiança... Hoje, eu sou a menina de opinião formada e mente forte, afinal, foram dois anos tentando convener vocês a lerem os livros que eu amava, rs
Hoje eu sou a menina que além de escrever resenhas de livros e textos que nunca mostraria para ninguém, escreve contos e livros, das mais variadas áreas. Nunca quis ser escritora, nunca pensei em escrever um livro e depois que iniciei essa vida, nunca pensei em sair do romance, entretanto hoje, começa a Pré-venda do livro no qual vocês vão poder ter um gostinho da minha escrita, é uma antologia publicada pela editora Young, sobre psicotas e outros distúrbios. Quando na vida eu imaginei isso? NUNCA ANTES DO LET IT SHINE. E, não é apenas isso. Fico muito feliz de dizer que para essa antologia, foram lidos mais de DUZENTOS contos, e o meu foi um dos vinte e cinco escolhidos para fazer parte da obra, para além, é uma publicação tradicional, ou seja, os autores não pagaram pela publicação, o que atualmente é uma raridade no mercado nacional. (Aliás, já usou a hashtag #Aionenasuavidaliterariahoje ?)

Em paralelo, tenho dois livros em andamento e um deles se tornou a obra da minha vida, é o que mais me leva tempo e paciência, mas hoje, ele já é bem diferente do que o que está lá, tem outra carinha, outra forma e outro final. Os personagens são os mesmos, os meios os mesmos e o fim também, só o jeito de chegar lá que mudou e posso garantir que mudou para melhor. Mudou com a ajuda de uma menina muito especial para mim que me ajudou no inicio de tudo, a Mariana Dantas, melhor leitora beta que você respeita, depois disso, alguns amigos muito especiais leram a história e os feedbacks me ajudaram muito, a melhor parte é que eles estão lá no Brasil e eu aqui, acompanhar a leitura deles nos aproximou muito e por fim, minhas parceiras de blogsfera que estão me ajudando nos últimos ajustes, Tahis, Bruna e Paola, é tão incrível saber que Paola foi a pessoa que me inspirou a começar o blog e  agora vai me ajudar a terminar meu livro, haja coração.

Eu só tenho a agradecer o Let It Shine por tudo o que conquistamos ants desse hiato, pelas amizades, pelo livros que só li por causa dele e amei mais do que poderia imaginar, pelos comentários que me incentivaram, pelos grupos de blogueira do facebook e pelas pessoas que conheci por causa dele.

Bruun 1, Bruun 2 e Tahis, minha sociedade secreta amada ❤️
Paola e Aione, as melhores gêmeas que você respeita.
Line, minha parceira, colunista, resenhista, leitora e amiga, número 1.
Bruno, o melhor jovem leitor que você respeita! Amigo literário que Deus me deu o prazer de conhecer pessoalmente ano passado ❤️

Muitas pessoas eu deixei pelo caminho e hábitos também, mas aos que ficaram, obrigada por fazerem parte da minha vida hoje!

E é porque tudo mudou que eu não posso lever o Let it Shine como se fosse qualquer coisa, com uma resenha por semana para cumprir tabela, e por isso eu vou Sociedade, mas volto!

Estou muito feliz com a vida que estou levando em Dublin e vocês podem acompanhar minha saga pelo velho mundo através do meu canal no youtube:



Sou muito feliz por tudo, de verdade, obrigada e até qualquer dia.












segunda-feira, dezembro 5

Conversando sobre livros - O infinito não existe

Olá Martavilhosos


Como vocês estão? Preparados para o ultimo mês do ano?


Eu estou bem animada com ele, sabe porque? Esse mês envio meu primeiro romance jovem adulto para revisão. É exatamente isso, a Tay escreveu um livro. Na verdade esse é o segundo livro que finalizo, mas, o primeiro era quase uma fanfic de meninas malvadas, o nome para a surpresa de todos é LET IT SHINE - DEIXA BRILHAR e vocês podem seguir o link se quiserem conhecer essa obra, mas, hoje eu vim falar para vocês de "O infinito não existe".
OINE - como chamo carinhosamente - é um jovem adulto maduro que se passa no Brasil no eixo Rio - São Paulo, que traz algumas desconstruções acerca de casais com diferença de idade, casamento gay diante do cristianismo, tradicionalismo e conservadorismo e famílias em geral. Dividido em 26 capítulos me deu uns tapinhas na cara gostosinhos quando precisei me desconstruir pra escrever sobre temas tão conflitantes.
Deixo pra vocês o prólogo e o link para a leitura, que está disponível no Wattpad AQUI ♥  


O infinito não existe conta a história de vida de dois personagens, Antônio e Rafaela e coloca em cheque as certezas e verdades absolutas que eles construíram ao longo da vida. Ela é uma mulher e não, ela não se sente assim, ela se vê como uma menina de 24 anos que trabalha desde os 17 ainda mora com a família e teve amores desastrosos. Entrou para faculdade de gastronomia com bolsa de integral aos 16, mas, declinou de entrar na justiça para conseguir a vaga porque aparentemente “nem queria tanto assim”, mas, na verdade era só por insegurança mesmo. Entrou para estadual um semestre depois e declinou de História porque “não queria ser professora”. Outro semestre depois, querendo muito ingressar na faculdade antes dos 18 iniciou os estudos numa Universidade Católica Tradicional com bolsa integral cursando Letras Português X Inglês porque “queria muito ser professora”, sim, exatamente por este motivo. 
Com tantos amores destrutivos quanto declínios em oportunidades por conta da sua insegurança, ela desistiu de meninos, desistiu de homens, apesar de estar sempre rodeada de meninos e homens preferia não criar amizades intensas, affairs e afins. Não era fria, isso ela jamais seria, era intensa e por causa dessa intensidade escolheu a distância.

Ele é o cara. O garoto mais popular e NERD do colégio, licença poética de 2015/2016 ele ser Nerd e Popular. Ele estuda, corre, canta e toca. Indo contra tudo aquilo que a sua família espera dele, não pensa em fazer faculdade, quer viver de vídeos sobre a cultura nerd, os canais que ele acompanha há anos, ficaram tão vendidos que ele tem certeza que pode fazer melhor, ser mais sincero. Não é por querer, não é mesmo, que ele é o maior heartbraker do colégio e da vida, ele é garoto mais sincero - consigo e com os outros - que conhece e sim a modéstia é grande naquela cabecinha. No auge dos 17 anos e louco para terminar a escola, ele é seguro de si, verdadeiro, um ótimo filho, mas completamente diferente dos pais, apesar de todos o prestigio da porta de casa para fora, é subestimado em casa por querer “viver de prazer”, o que ele acha dúbio, prefere dizer que viverá de sua realidade e não da realidade estipulada pelos outros. 

Felizmente o ensino médio está acabando, a vida inteira vai começar e tudo vai mudar. Pelo menos é o que ele acredita.
***
Tenho um grupo de WhatsApp para os leitores de OINE e vocês podem participar me mandando um Inbox na page do blog, nesse link .
Eu espero que vocês leiam e amem tanto quanto eu amei escrever. Algumas razões pelas quais vocês podem gostar de OINE está no fato de que decidi pegar os clichê mais odiados e não colocar nesse livro:

Triângulos amorosos: Não tem.

Pais ausentes: Ninguém aguenta mais YA com pais ausentes.

Falta de comunicação entre o casal: Apenas, não.

Mulheres estupradas: Sério, o volume de estupro dos últimos romances está banalizando o crime e não falando sobre ele. Chegamos num ponto onde o estupro é "usado" apenas pra definir a personagem: é mulher infeliz porque foi estuprada, é mulher que não confia em ninguém porque foi estuprada e o pior deles, mulher que só é forte por ter sido estuprada, praticamente o estupro fez um favor para ela. Melhorem, tem muita coisa pra ser explorada no universo feminino e as vezes não adianta criar camadas ou profundidade pra uma personagem a partir de um episódio tão infeliz.

Ter o objeto do amor como foco principal: Foi complicado não tornar o amor utópico? Foi. Mas, foi necessário. Não adianta tentar escrever o contrário, a verdade é que ninguém morreu por amor até hoje.

O Homem do livro ser o foco da história: Melhorem? Melhorem. Já não me basta a 

O Badboy ser o amor: Vamos parar? Ninguém vai namorar o rapaz da escola com fama de badboy ou nervosinho pra transformá-lo num príncipe, a mulher também é parte de um casal e não "mãe" do protagonista. 

Melhores amigos apaixonados: Quando o amor é recíproco amo esse clichê, mas, aqui não tem.

Amigas mulheres: Tem. Tem amiga mulher, tem ex que vira amiga, tem sororidade, tem companheirismo. Não aguento mais mulheres se odiando em livro, de verdade. Tá na hora de melhorar já!

Então é isso sociedade, espero que vocês sintam tanto prazer em ler quanto eu senti em escrever.

Uma viagem de ônibus de apenas seis horas e todas as certezas que eles têm sobre si mesmos é questionada. A vida balança e as seguranças e inseguranças se confundem. Eles podem ser Rafaela e Antônio ou água e óleo como preferir.